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    <title>Tiago Lima</title>
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    <language>pt</language>
    
    <lastBuildDate>Mon, 01 Jun 2026 22:03:07 -0300</lastBuildDate>
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      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/06/01/qual-o-problema-de-as.html</link>
      <pubDate>Mon, 01 Jun 2026 22:03:07 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;Qual é o problema de as grandes empresas de tecnologia não fornecerem um serviço de WebDAV? Tudo bem que o protocolo é antigo, mas é muito útil para acessar arquivos em servidores remotos como se fossem locais, além de possuir uma conexão facilitada com alguns aplicativos. Agora, estou precisando de mais armazenamento no &lt;a href=&#34;https://www.zotero.org/&#34;&gt;Zotero&lt;/a&gt; e, como ele suporta WebDAV, seria uma ótima solução para mim. Fuçando a internet, encontrei o &lt;a href=&#34;https://www.koofr.eu/&#34;&gt;Koofr&lt;/a&gt;, um serviço que eu não conheço, mas vale a pena testar para, pelo menos, usar o WebDAV e armazenar os PDFs do Zotero.&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>Qual é o problema de as grandes empresas de tecnologia não fornecerem um serviço de WebDAV? Tudo bem que o protocolo é antigo, mas é muito útil para acessar arquivos em servidores remotos como se fossem locais, além de possuir uma conexão facilitada com alguns aplicativos. Agora, estou precisando de mais armazenamento no [Zotero](https://www.zotero.org/) e, como ele suporta WebDAV, seria uma ótima solução para mim. Fuçando a internet, encontrei o [Koofr](https://www.koofr.eu/), um serviço que eu não conheço, mas vale a pena testar para, pelo menos, usar o WebDAV e armazenar os PDFs do Zotero.
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      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/05/24/voc-vai-procurar-na-internet.html</link>
      <pubDate>Sun, 24 May 2026 12:26:45 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;Você vai procurar na internet referências de computador para realizar seu trabalho de forma decente, com simulações, conexões remotas, escrita de textos — acadêmicos ou não —, escrita de código; e só encontra material falando se o computador é bom ou não para &lt;strong&gt;edição de vídeo&lt;/strong&gt;, como se todo mundo só usasse o computador para isso.&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>Você vai procurar na internet referências de computador para realizar seu trabalho de forma decente, com simulações, conexões remotas, escrita de textos — acadêmicos ou não —, escrita de código; e só encontra material falando se o computador é bom ou não para **edição de vídeo**, como se todo mundo só usasse o computador para isso.
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      <title>Ainda tem salvação?</title>
      <link>https://vercosa.org/2026/05/21/ainda-tem-salvao.html</link>
      <pubDate>Thu, 21 May 2026 22:48:26 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;Eu posso estar enganado, mas parece que a Microsoft, a cada ano, vem se sabotando. O &lt;em&gt;enshittification&lt;/em&gt; do Windows 11 é um dos sinais mais claros. O sistema operacional é um amontoado de retalhos, ainda com códigos do extinto Windows 95, cheio de botões do Copilot desnecessários, um &lt;em&gt;explorer&lt;/em&gt; lento&amp;hellip; ainda por cima tenta empurrar anúncios em um produto que já é pago, ou seja, além de pagar pelo produto, sou obrigado a ficar vendo anúncios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu estou me desfazendo do único produto que ainda possuo da Microsoft, o Microsoft 365 &lt;strong&gt;Copilot&lt;/strong&gt; — tem Copilot em tudo —, porque o serviço parou de funcionar do nada no meu computador. Isso me forçou a ter que baixar manualmente, direto do navegador, todos os meus arquivos que estavam sincronizados para continuar trabalhando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não sei se o que prometeram em um &lt;a href=&#34;https://blogs.windows.com/windows-insider/2026/03/20/our-commitment-to-windows-quality/&#34;&gt;post no Blog oficial&lt;/a&gt; será o suficiente para &amp;ldquo;salvar&amp;rdquo; o Windows, que está perdendo mercado a cada passo.&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>Eu posso estar enganado, mas parece que a Microsoft, a cada ano, vem se sabotando. O _enshittification_ do Windows 11 é um dos sinais mais claros. O sistema operacional é um amontoado de retalhos, ainda com códigos do extinto Windows 95, cheio de botões do Copilot desnecessários, um _explorer_ lento... ainda por cima tenta empurrar anúncios em um produto que já é pago, ou seja, além de pagar pelo produto, sou obrigado a ficar vendo anúncios.

Eu estou me desfazendo do único produto que ainda possuo da Microsoft, o Microsoft 365 **Copilot** — tem Copilot em tudo —, porque o serviço parou de funcionar do nada no meu computador. Isso me forçou a ter que baixar manualmente, direto do navegador, todos os meus arquivos que estavam sincronizados para continuar trabalhando.

Não sei se o que prometeram em um [post no Blog oficial](https://blogs.windows.com/windows-insider/2026/03/20/our-commitment-to-windows-quality/) será o suficiente para &#34;salvar&#34; o Windows, que está perdendo mercado a cada passo.
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      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/05/01/feriado-para-mim-sinnimo-de.html</link>
      <pubDate>Fri, 01 May 2026 10:45:55 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;Feriado, para mim, é sinônimo de tocar alguns projetos pessoais e dar uma acelerada nos estudos. Finalmente, após alguns anos, estou de volta a usar o NeoVim nos meus projetos, principalmente para escrever minhas anotações de pesquisa. Esse interesse veio após eu conhecer o belo trabalho apresentado em um &lt;a href=&#34;https://castel.dev/&#34;&gt;blog póstumo&lt;/a&gt; do Gilles Castel.&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>Feriado, para mim, é sinônimo de tocar alguns projetos pessoais e dar uma acelerada nos estudos. Finalmente, após alguns anos, estou de volta a usar o NeoVim nos meus projetos, principalmente para escrever minhas anotações de pesquisa. Esse interesse veio após eu conhecer o belo trabalho apresentado em um [blog póstumo](https://castel.dev/) do Gilles Castel. 
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    </item>
    
    <item>
      <title>Do Campo de Batalha ao Laboratório</title>
      <link>https://vercosa.org/2026/04/22/do-campo-de-batalha-ao.html</link>
      <pubDate>Wed, 22 Apr 2026 00:24:34 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://tiagolima.micro.blog/2026/04/22/do-campo-de-batalha-ao.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;É indiscutível que as guerras são acontecimentos históricos catastróficos que assolam a humanidade. Ainda assim, conflitos bélicos atuam historicamente como catalisadores de inovação, forçando a humanidade a superar limites técnicos sob a pressão existencial da sobrevivência. O radar, a energia nuclear e a &lt;a href=&#34;https://pt.wikipedia.org/wiki/ARPANET&#34;&gt;ARPANET&lt;/a&gt; são exemplos concretos de quanto a humanidade avançou tecnologicamente em meio à tensão da Segunda Guerra Mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A computação segue a mesma lógica. Em um livro de referência sobre simulações computacionais que li recentemente, o argumento aparece de forma direta:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Computer simulation started as a tool to exploit the electronic computing machines that had been developed during and after the Second World War. These machines had been built to perform the very heavy computation involved in the development of nuclear weapons and code-breaking. In the early 1950s, electronic computers became partly available for non-military use and this was the beginning of the discipline of computer simulation.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Antes desse salto, o que existia era a computação analógica e a análise numérica manual. Havia alguns trabalhos sobre resolução mecânica de equações, mas nada comparado ao que conhecemos hoje como simulações computacionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O marco dessa transição ocorreu no Los Alamos National Laboratory, nos Estados Unidos. Em 1953, o MANIAC — um dos computadores mais poderosos da época — foi utilizado para a primeira simulação computacional de líquidos, utilizando o &lt;a href=&#34;https://pt.wikipedia.org/wiki/Algoritmo_de_Metropolis%E2%80%93Hastings&#34;&gt;Algoritmo de Metropolis&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;figure&gt;
  &lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/maniac-computer.webp&#34; width=&#34;600&#34; height=&#34;399&#34; alt=&#34;Computador MANIAC no Los Alamos National Laboratory&#34;&gt;
  &lt;figcaption&gt;O computador MANIAC, utilizado em 1953 para as primeiras simulações de Monte Carlo. &lt;a href=&#34;https://www.computerhistory.org/revolution/supercomputers/10/28/46&#34; target=&#34;_blank&#34;&gt;Purchase of the Computer History Museum&lt;/a&gt; &lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;A computação evoluiu muito nos setenta anos que se seguiram. Hoje, as simulações computacionais podem ser comparadas diretamente com experimentos reais: testando modelos e oferecendo &lt;em&gt;insights&lt;/em&gt; aos experimentalistas na interpretação de novos resultados. Essa capacidade de cruzar modelos teóricos com previsões verificáveis é o que qualifica as simulações ao nome de experimentos computacionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ferramentas como &lt;a href=&#34;https://www.lammps.org/#gsc.tab=0&#34;&gt;LAMMPS&lt;/a&gt; e &lt;a href=&#34;https://www.quantum-espresso.org/&#34;&gt;Quantum ESPRESSO&lt;/a&gt; — que utilizo no meu próprio trabalho de doutorado — são o ápice de uma jornada de mais de meio século, desbravada por pessoas com um conhecimento incrível e uma visão extraordinária para a época.&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>É indiscutível que as guerras são acontecimentos históricos catastróficos que assolam a humanidade. Ainda assim, conflitos bélicos atuam historicamente como catalisadores de inovação, forçando a humanidade a superar limites técnicos sob a pressão existencial da sobrevivência. O radar, a energia nuclear e a [ARPANET](https://pt.wikipedia.org/wiki/ARPANET) são exemplos concretos de quanto a humanidade avançou tecnologicamente em meio à tensão da Segunda Guerra Mundial.

A computação segue a mesma lógica. Em um livro de referência sobre simulações computacionais que li recentemente, o argumento aparece de forma direta:

&gt; Computer simulation started as a tool to exploit the electronic computing machines that had been developed during and after the Second World War. These machines had been built to perform the very heavy computation involved in the development of nuclear weapons and code-breaking. In the early 1950s, electronic computers became partly available for non-military use and this was the beginning of the discipline of computer simulation.

Antes desse salto, o que existia era a computação analógica e a análise numérica manual. Havia alguns trabalhos sobre resolução mecânica de equações, mas nada comparado ao que conhecemos hoje como simulações computacionais.

O marco dessa transição ocorreu no Los Alamos National Laboratory, nos Estados Unidos. Em 1953, o MANIAC — um dos computadores mais poderosos da época — foi utilizado para a primeira simulação computacional de líquidos, utilizando o [Algoritmo de Metropolis](https://pt.wikipedia.org/wiki/Algoritmo_de_Metropolis%E2%80%93Hastings).


&lt;figure&gt;
  &lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/maniac-computer.webp&#34; width=&#34;600&#34; height=&#34;399&#34; alt=&#34;Computador MANIAC no Los Alamos National Laboratory&#34;&gt;
  &lt;figcaption&gt;O computador MANIAC, utilizado em 1953 para as primeiras simulações de Monte Carlo. &lt;a href=&#34;https://www.computerhistory.org/revolution/supercomputers/10/28/46&#34; target=&#34;_blank&#34;&gt;Purchase of the Computer History Museum&lt;/a&gt; &lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;

A computação evoluiu muito nos setenta anos que se seguiram. Hoje, as simulações computacionais podem ser comparadas diretamente com experimentos reais: testando modelos e oferecendo _insights_ aos experimentalistas na interpretação de novos resultados. Essa capacidade de cruzar modelos teóricos com previsões verificáveis é o que qualifica as simulações ao nome de experimentos computacionais.

Ferramentas como [LAMMPS](https://www.lammps.org/#gsc.tab=0) e [Quantum ESPRESSO](https://www.quantum-espresso.org/) — que utilizo no meu próprio trabalho de doutorado — são o ápice de uma jornada de mais de meio século, desbravada por pessoas com um conhecimento incrível e uma visão extraordinária para a época.
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    <item>
      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/04/03/acabei-de-ajustar-as-configuraes.html</link>
      <pubDate>Fri, 03 Apr 2026 00:42:57 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;Acabei de ajustar as configurações da minha antiga instalação do Archlinux no meu computador antigo. Para mim, isso é extremamente nostálgico, já que foi durante a pandemia que moldei todo o meu fluxo de trabalho para o Arch e, ao restaurá-lo, trouxe boas recordações. &lt;strong&gt;É ótimo ter um sistema que realmente é seu!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>Acabei de ajustar as configurações da minha antiga instalação do Archlinux no meu computador antigo. Para mim, isso é extremamente nostálgico, já que foi durante a pandemia que moldei todo o meu fluxo de trabalho para o Arch e, ao restaurá-lo, trouxe boas recordações. **É ótimo ter um sistema que realmente é seu!**
</source:markdown>
    </item>
    
    <item>
      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/03/30/the-best-kindle-in-is.html</link>
      <pubDate>Mon, 30 Mar 2026 00:01:00 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;The best Kindle in 2026 is not a Kindle! 📚&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>The best Kindle in 2026 is not a Kindle! 📚
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    </item>
    
    <item>
      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/03/27/volta-e-meia-chegam-para.html</link>
      <pubDate>Fri, 27 Mar 2026 22:17:51 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;Volta e meia chegam para mim e-mails de algum serviço/empresa solicitando usar meus dados para treinar os seus modelos de IA. Eu nunca achei legal essa ideia de compartilhamento indiscriminado de dados circulando pela internet. Inclusive, é por esse motivo que evito usar muitos dos serviços do Google — uso o verbo evitar porque é quase impossível não usar algum serviço deles —, como exemplo, eu deixei de usar o Gmail como meu e-mail principal ainda em meados de 2015.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O da vez foi o GitHub, que mandou um e-mail solicitando a permissão para usar os dados para melhorar as ferramentas de codificação baseadas em IA. A empresa tem acesso a milhões de códigos para aprimorar a sua IA e ainda quer os nossos dados para esse fim. Ao menos nos ofereceram a possibilidade de rejeitar essa solicitação.&lt;/p&gt;
&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/screenshot-2026-03-27-at-22-11-52-3-caixa-de-entrada-vercosaproton.me-proto.png&#34; alt=&#34;Um texto em inglês informa sobre atualizações na forma como o GitHub utiliza dados para melhorar ferramentas de codificação com IA, especificando que as interações podem ser usadas para treinar modelos de IA, a menos que o usuário opte por não participar.&#34;&gt;
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      <source:markdown>Volta e meia chegam para mim e-mails de algum serviço/empresa solicitando usar meus dados para treinar os seus modelos de IA. Eu nunca achei legal essa ideia de compartilhamento indiscriminado de dados circulando pela internet. Inclusive, é por esse motivo que evito usar muitos dos serviços do Google — uso o verbo evitar porque é quase impossível não usar algum serviço deles —, como exemplo, eu deixei de usar o Gmail como meu e-mail principal ainda em meados de 2015.

O da vez foi o GitHub, que mandou um e-mail solicitando a permissão para usar os dados para melhorar as ferramentas de codificação baseadas em IA. A empresa tem acesso a milhões de códigos para aprimorar a sua IA e ainda quer os nossos dados para esse fim. Ao menos nos ofereceram a possibilidade de rejeitar essa solicitação.

&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/screenshot-2026-03-27-at-22-11-52-3-caixa-de-entrada-vercosaproton.me-proto.png&#34; alt=&#34;Um texto em inglês informa sobre atualizações na forma como o GitHub utiliza dados para melhorar ferramentas de codificação com IA, especificando que as interações podem ser usadas para treinar modelos de IA, a menos que o usuário opte por não participar.&#34;&gt;
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    </item>
    
    <item>
      <title>Quando a dúvida durava um dia</title>
      <link>https://vercosa.org/2026/03/24/quando-a-dvida-durava-um.html</link>
      <pubDate>Tue, 24 Mar 2026 23:05:04 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/estudo-manual.webp&#34; alt=&#34;Uma pessoa está escrevendo em um caderno ao lado de um livro aberto sobre uma mesa de madeira.&#34;&gt;
&lt;p&gt;Ao longo da semana, em conversas com amigos, rememorei o modo como eu e meus colegas estudamos durante a nossa graduação, de 2006 a 2011. Na época, nós não tínhamos acesso a notebooks, laptops e muito menos smartphones — que surgiram como conhecemos hoje em 2007. O processo de aprendizado era totalmente manual, utilizando livros, artigos impressos e a escrita. Não existiam tablets capazes de armazenar dezenas de livros e artigos em um único local.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante esse período, com frequência me recordo de que, ao estudar, mantinha um pequeno caderno onde registrava minhas dúvidas, trechos, referências, entre outros elementos que me atraíam e que, obviamente, me ajudariam a ser aprovado nas disciplinas. Lembro-me de várias vezes em que tinha de esperar chegar à biblioteca, passar alguns bons minutos para encontrar um livro que respondesse às minhas perguntas. Nada ocorria imediatamente. Às vezes, a dúvida era “carregada” de um dia para o outro, já que não tinha acesso a livros acadêmicos fora da universidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era uma época em que nenhuma solução era imediata! Tudo precisava esperar, seja para chegar à biblioteca no dia seguinte para pegar o livro &lt;em&gt;x&lt;/em&gt; ou para falar com o professor &lt;em&gt;y&lt;/em&gt;, isso quando estavam disponíveis. Cansei de ir à biblioteca e encontrar o livro que procurava emprestado! Nesse caso, o tempo de espera para esclarecer minhas dúvidas era bem maior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recentemente, retornei à vida acadêmica e percebi o quão rápido podemos encontrar respostas para as nossas dúvidas. Tenho um dispositivo com dezenas de livros de meu interesse e internet acessível a qualquer momento para realizar pesquisas. Hoje, não há espera!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como tudo se tornou tão rápido e tão imediato, às vezes eu tenho a sensação de que poderia fazer mais, produzir mais. Não me recordo de ter vivenciado isso na época da graduação. Naquele período, era mais leve, embora me sentisse pressionado nos estudos — até porque conduzir um curso de física nunca foi fácil —, fazia o meu melhor, mas não tinha o sentimento de que podia ser mais produtivo. É um sentimento estranho que, às vezes, leva a um estresse desnecessário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É inegável a evolução que o acesso à tecnologia traz à sociedade, mas eu acredito que ainda não sabemos como lidar com toda essa evolução que nos foi apresentada ao longo da última década. Muita coisa mudou desde a conclusão da minha graduação e, claro, o acesso às tecnologias tem um papel central nessa mudança.&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/estudo-manual.webp&#34; alt=&#34;Uma pessoa está escrevendo em um caderno ao lado de um livro aberto sobre uma mesa de madeira.&#34;&gt;

Ao longo da semana, em conversas com amigos, rememorei o modo como eu e meus colegas estudamos durante a nossa graduação, de 2006 a 2011. Na época, nós não tínhamos acesso a notebooks, laptops e muito menos smartphones — que surgiram como conhecemos hoje em 2007. O processo de aprendizado era totalmente manual, utilizando livros, artigos impressos e a escrita. Não existiam tablets capazes de armazenar dezenas de livros e artigos em um único local.

Durante esse período, com frequência me recordo de que, ao estudar, mantinha um pequeno caderno onde registrava minhas dúvidas, trechos, referências, entre outros elementos que me atraíam e que, obviamente, me ajudariam a ser aprovado nas disciplinas. Lembro-me de várias vezes em que tinha de esperar chegar à biblioteca, passar alguns bons minutos para encontrar um livro que respondesse às minhas perguntas. Nada ocorria imediatamente. Às vezes, a dúvida era “carregada” de um dia para o outro, já que não tinha acesso a livros acadêmicos fora da universidade.

Era uma época em que nenhuma solução era imediata! Tudo precisava esperar, seja para chegar à biblioteca no dia seguinte para pegar o livro _x_ ou para falar com o professor _y_, isso quando estavam disponíveis. Cansei de ir à biblioteca e encontrar o livro que procurava emprestado! Nesse caso, o tempo de espera para esclarecer minhas dúvidas era bem maior.

Recentemente, retornei à vida acadêmica e percebi o quão rápido podemos encontrar respostas para as nossas dúvidas. Tenho um dispositivo com dezenas de livros de meu interesse e internet acessível a qualquer momento para realizar pesquisas. Hoje, não há espera!

Como tudo se tornou tão rápido e tão imediato, às vezes eu tenho a sensação de que poderia fazer mais, produzir mais. Não me recordo de ter vivenciado isso na época da graduação. Naquele período, era mais leve, embora me sentisse pressionado nos estudos — até porque conduzir um curso de física nunca foi fácil —, fazia o meu melhor, mas não tinha o sentimento de que podia ser mais produtivo. É um sentimento estranho que, às vezes, leva a um estresse desnecessário.

É inegável a evolução que o acesso à tecnologia traz à sociedade, mas eu acredito que ainda não sabemos como lidar com toda essa evolução que nos foi apresentada ao longo da última década. Muita coisa mudou desde a conclusão da minha graduação e, claro, o acesso às tecnologias tem um papel central nessa mudança.
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    </item>
    
    <item>
      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/03/22/depois-de-um-dia-de.html</link>
      <pubDate>Sun, 22 Mar 2026 18:04:33 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://tiagolima.micro.blog/2026/03/22/depois-de-um-dia-de.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;Depois de um dia de estudos intensos, nada melhor do que dar uma pausa e ir ao parque: correr um pouco, respirar ar puro e clarear a mente. 🏃🏽‍♂️📷&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/1a5c1182a8.jpg&#34; width=&#34;600&#34; height=&#34;600&#34; alt=&#34;&#34;&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/21b4657cf3.jpg&#34; width=&#34;600&#34; height=&#34;600&#34; alt=&#34;&#34;&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/df1e6b91c6.jpg&#34; width=&#34;600&#34; height=&#34;600&#34; alt=&#34;&#34;&gt;&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>Depois de um dia de estudos intensos, nada melhor do que dar uma pausa e ir ao parque: correr um pouco, respirar ar puro e clarear a mente. 🏃🏽‍♂️📷

&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/1a5c1182a8.jpg&#34; width=&#34;600&#34; height=&#34;600&#34; alt=&#34;&#34;&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/21b4657cf3.jpg&#34; width=&#34;600&#34; height=&#34;600&#34; alt=&#34;&#34;&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/df1e6b91c6.jpg&#34; width=&#34;600&#34; height=&#34;600&#34; alt=&#34;&#34;&gt;
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    </item>
    
    <item>
      <title>Preservando a memória das minhas anotações com o Obsidian</title>
      <link>https://vercosa.org/2026/03/15/preservando-a-memria-das-minhas.html</link>
      <pubDate>Sun, 15 Mar 2026 21:59:46 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;Desde 2011, faço anotações de inúmeras coisas do meu dia a dia, mas muitas dessas anotações se perderam com o tempo — mais precisamente por puro descuido meu em não gerenciar os registros — e, consequentemente, não tenho mais essas notas. Porém, desde quando resolvi usar a &lt;a href=&#34;https://stephango.com/file-over-app&#34;&gt;filosofia &lt;em&gt;File over app&lt;/em&gt; apresentada pelo Kepano&lt;/a&gt; — atual CEO do Obsidian —, venho transferindo gradualmente as anotações que tenho em aplicativos como Evernote, Onenote, AppleNotes e Bear Notes para o Obsidian. Dessa forma, consigo gerenciar localmente minhas notas que, agora, são arquivos Markdown no meu computador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não lembro exatamente quando comecei a usar o Obsidian, acredito que desde meados de 2021 para fazer anotações dos mais variados tipos. O meu cofre atende a múltiplos propósitos: estudo e minha pesquisa acadêmica (doutorado em física), gestão de conhecimento pessoal, produtividade, programação e blog pessoal. Houve uma evolução clara do meu sistema de anotações livres para uma abordagem mais estruturada com um “banco de dados” — usando o &lt;a href=&#34;https://help.obsidian.md/bases&#34;&gt;bases&lt;/a&gt; — e &lt;em&gt;templates&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante o processo de importação das minhas notas, notei que, embora eu tenha muitas notas antigas, muitas delas perderam seus metadados. Informações importantes como data e hora de criação, local e imagens foram perdidas e, infelizmente, são irrecuperáveis. Para uma pessoa nostálgica como eu, é realmente angustiante ter um registro, mas não ter informações detalhadas sobre onde e como ele foi criado.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id=&#34;a-solução-foi-um-plugin-do-obsidian&#34;&gt;A solução foi um plugin do Obsidian&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Com as notas antigas, nada posso fazer. No entanto, para não arriscar perder algumas informações das notas que venho criando atualmente, estou tomando o cuidado de, ao criar uma nota, usar a data e hora como “título da nota”&lt;sup id=&#34;fnref:1&#34;&gt;&lt;a href=&#34;#fn:1&#34; class=&#34;footnote-ref&#34; role=&#34;doc-noteref&#34;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Como uso o Obsidian para escrever minhas anotações, tem um plugin nativo que facilita muito a minha vida. O &lt;em&gt;&lt;a href=&#34;https://help.obsidian.md/plugins/unique-note&#34;&gt;Unique Note Creator&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; é um plugin perfeito na sua simplicidade — me lembrou a filosofia UNIX, sobre a qual pretendo escrever um post futuramente —, ele apenas cria uma nota com um identificador único que pode ser configurado pelo usuário e por padrão vem no formato &lt;code&gt;YYYYMMDDHHmm&lt;/code&gt;, que simplesmente significa ANO-MÊS-DIA-HORA-MINUTO.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/plugin-unique.png&#34; alt=&#34;&#34;&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse formato garante que a nova nota seja única, exceto se você criar duas ou mais notas no intervalo de um minuto, nesse caso a nota segue uma numeração sequencial iniciando a partir do minuto registrado na primeira nota. Essa abordagem me garante que eu sempre saiba, pelo menos, o dia e a hora daquela minha anotação. Para complementar a informação da nota, após a sequência de números, eu escrevo duas ou três palavras que referenciam a nota na sua totalidade, como um tipo de palavras-chave.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/plugin-unique-config.png&#34; alt=&#34;&#34;&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O título da nota propriamente dito, coloco em uma &lt;a href=&#34;https://help.obsidian.md/properties&#34;&gt;propriedade de texto&lt;/a&gt; chamada &lt;code&gt;title&lt;/code&gt; (título em inglês). Aqui, por ser um campo de texto, posso escrever livremente o título da nota.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Toda essa abordagem, no começo, pode parecer besteira, mas após acumular notas com anos de existência, você com certeza vai querer saber, pelo menos, quando cada uma foi escrita. Acredito que essa metodologia irá resolver parcialmente o problema de perda de metadados das minhas anotações, pelo menos a data e a hora de criação estarão preservadas no nome do arquivo.&lt;/p&gt;
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&lt;p&gt;No Obsidian, o título se confunde com o nome do arquivo. Como as notas do Obsidian são arquivos locais no formato Markdown, o nome dos arquivos aparece no topo da nota, como um título.&amp;#160;&lt;a href=&#34;#fnref:1&#34; class=&#34;footnote-backref&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;&gt;&amp;#x21a9;&amp;#xfe0e;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
</description>
      <source:markdown>Desde 2011, faço anotações de inúmeras coisas do meu dia a dia, mas muitas dessas anotações se perderam com o tempo — mais precisamente por puro descuido meu em não gerenciar os registros — e, consequentemente, não tenho mais essas notas. Porém, desde quando resolvi usar a [filosofia _File over app_ apresentada pelo Kepano](https://stephango.com/file-over-app) — atual CEO do Obsidian —, venho transferindo gradualmente as anotações que tenho em aplicativos como Evernote, Onenote, AppleNotes e Bear Notes para o Obsidian. Dessa forma, consigo gerenciar localmente minhas notas que, agora, são arquivos Markdown no meu computador.

Não lembro exatamente quando comecei a usar o Obsidian, acredito que desde meados de 2021 para fazer anotações dos mais variados tipos. O meu cofre atende a múltiplos propósitos: estudo e minha pesquisa acadêmica (doutorado em física), gestão de conhecimento pessoal, produtividade, programação e blog pessoal. Houve uma evolução clara do meu sistema de anotações livres para uma abordagem mais estruturada com um “banco de dados” — usando o [bases](https://help.obsidian.md/bases) — e *templates*.

Durante o processo de importação das minhas notas, notei que, embora eu tenha muitas notas antigas, muitas delas perderam seus metadados. Informações importantes como data e hora de criação, local e imagens foram perdidas e, infelizmente, são irrecuperáveis. Para uma pessoa nostálgica como eu, é realmente angustiante ter um registro, mas não ter informações detalhadas sobre onde e como ele foi criado.

## A solução foi um plugin do Obsidian

Com as notas antigas, nada posso fazer. No entanto, para não arriscar perder algumas informações das notas que venho criando atualmente, estou tomando o cuidado de, ao criar uma nota, usar a data e hora como “título da nota”[^1]. Como uso o Obsidian para escrever minhas anotações, tem um plugin nativo que facilita muito a minha vida. O *[Unique Note Creator](https://help.obsidian.md/plugins/unique-note)* é um plugin perfeito na sua simplicidade — me lembrou a filosofia UNIX, sobre a qual pretendo escrever um post futuramente —, ele apenas cria uma nota com um identificador único que pode ser configurado pelo usuário e por padrão vem no formato `YYYYMMDDHHmm`, que simplesmente significa ANO-MÊS-DIA-HORA-MINUTO.

![](https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/plugin-unique.png)

Esse formato garante que a nova nota seja única, exceto se você criar duas ou mais notas no intervalo de um minuto, nesse caso a nota segue uma numeração sequencial iniciando a partir do minuto registrado na primeira nota. Essa abordagem me garante que eu sempre saiba, pelo menos, o dia e a hora daquela minha anotação. Para complementar a informação da nota, após a sequência de números, eu escrevo duas ou três palavras que referenciam a nota na sua totalidade, como um tipo de palavras-chave.

![](https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/plugin-unique-config.png)

O título da nota propriamente dito, coloco em uma [propriedade de texto](https://help.obsidian.md/properties) chamada `title` (título em inglês). Aqui, por ser um campo de texto, posso escrever livremente o título da nota.

Toda essa abordagem, no começo, pode parecer besteira, mas após acumular notas com anos de existência, você com certeza vai querer saber, pelo menos, quando cada uma foi escrita. Acredito que essa metodologia irá resolver parcialmente o problema de perda de metadados das minhas anotações, pelo menos a data e a hora de criação estarão preservadas no nome do arquivo.


[^1]: No Obsidian, o título se confunde com o nome do arquivo. Como as notas do Obsidian são arquivos locais no formato Markdown, o nome dos arquivos aparece no topo da nota, como um título.
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    </item>
    
    <item>
      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/03/03/currently-reading-indie-microblogging-by.html</link>
      <pubDate>Tue, 03 Mar 2026 21:44:31 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;img src=&#34;https://cdn.micro.blog/books/9781737996552/cover.jpg&#34; align=&#34;left&#34; class=&#34;microblog_book&#34; style=&#34;max-width: 60px; margin-right: 20px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&#34;&gt;
&lt;p&gt;Currently reading: &lt;a href=&#34;https://micro.blog/books/9781737996552&#34;&gt;Indie Microblogging&lt;/a&gt; by Manton Reece 📚&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Iniciei a leitura do livro escrito pelo &lt;a href=&#34;https://micro.blog/manton&#34;&gt;@manton&lt;/a&gt; acerca do microblog independente. Penso que irá me auxiliar a compreender o funcionamento da &lt;em&gt;Web Indie&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
</description>
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Currently reading: [Indie Microblogging](https://micro.blog/books/9781737996552) by Manton Reece 📚

Iniciei a leitura do livro escrito pelo [@manton](https://micro.blog/manton) acerca do microblog independente. Penso que irá me auxiliar a compreender o funcionamento da _Web Indie_.
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    </item>
    
    <item>
      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/03/02/apesar-dos-meus-esforos-para.html</link>
      <pubDate>Mon, 02 Mar 2026 23:53:18 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;Apesar dos meus esforços para mudar, a noite continua sendo o meu horário de maior pico de concentração. Hoje, mergulhei no cálculo das variações, um conceito fundamental para entender as equações de Legendre. 📷📚&lt;/p&gt;
&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/49f926e3bf.jpg&#34; width=&#34;600&#34; height=&#34;600&#34; alt=&#34;&#34;&gt;
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      <source:markdown>Apesar dos meus esforços para mudar, a noite continua sendo o meu horário de maior pico de concentração. Hoje, mergulhei no cálculo das variações, um conceito fundamental para entender as equações de Legendre. 📷📚

&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/49f926e3bf.jpg&#34; width=&#34;600&#34; height=&#34;600&#34; alt=&#34;&#34;&gt;
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      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/02/25/semana-intensa-com-inmeras-simulaes.html</link>
      <pubDate>Wed, 25 Feb 2026 23:31:23 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;Semana intensa, com inúmeras simulações em andamento, análises gráficas e muita leitura para fundamentar adequadamente o tema da minha tese. O mais frustrante é perceber que algum parâmetro foi esquecido no código da simulação: uma execução que levaria 48 horas acaba consumindo o dobro do tempo.&lt;/p&gt;
</description>
      <source:markdown>Semana intensa, com inúmeras simulações em andamento, análises gráficas e muita leitura para fundamentar adequadamente o tema da minha tese. O mais frustrante é perceber que algum parâmetro foi esquecido no código da simulação: uma execução que levaria 48 horas acaba consumindo o dobro do tempo.
 
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    </item>
    
    <item>
      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/02/23/o-quo-difcil-se-tornou.html</link>
      <pubDate>Mon, 23 Feb 2026 19:53:02 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://tiagolima.micro.blog/2026/02/23/o-quo-difcil-se-tornou.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;É impressionante como se tornou difícil encontrar um navegador que realmente atenda às minhas necessidades. Gosto muito do Firefox e o utilizo desde meados de 2008, mas quase diariamente surge uma notícia desanimadora — ora sobre seu desempenho, ora sobre falhas que podem comprometer o hardware. Às vezes cogito o Chrome, mas sua fama de &amp;lsquo;devorador&amp;rsquo; de RAM, somada à pesada telemetria do Google, me faz passar longe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já me sugeriram o Brave, o Edge, o Arc e tantos outros, mas, para mim, não passam do Google Chrome com uma roupagem diferente, um Chromium com skin. Quanto ao Safari, após a atualização para o macOS 26, ele ficou visualmente desagradável, &lt;a href=&#34;https://vercosa.org/2026/02/18/recentemente-adquiri-um-macbook-com.html&#34;&gt;parecendo um aplicativo infantil&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sempre procuro o navegador ideal para definir como meu padrão, mas acabo sempre retornando ao Firefox. Para mim, é uma opção consolidada que oferece o equilíbrio certo de privacidade, após alguns ajustes manuais, é claro.&lt;/p&gt;</description>
      <source:markdown>É impressionante como se tornou difícil encontrar um navegador que realmente atenda às minhas necessidades. Gosto muito do Firefox e o utilizo desde meados de 2008, mas quase diariamente surge uma notícia desanimadora — ora sobre seu desempenho, ora sobre falhas que podem comprometer o hardware. Às vezes cogito o Chrome, mas sua fama de &#39;devorador&#39; de RAM, somada à pesada telemetria do Google, me faz passar longe.
&lt;!--more--&gt;
Já me sugeriram o Brave, o Edge, o Arc e tantos outros, mas, para mim, não passam do Google Chrome com uma roupagem diferente, um Chromium com skin. Quanto ao Safari, após a atualização para o macOS 26, ele ficou visualmente desagradável, [parecendo um aplicativo infantil](/2026/02/18/recentemente-adquiri-um-macbook-com.html).

Sempre procuro o navegador ideal para definir como meu padrão, mas acabo sempre retornando ao Firefox. Para mim, é uma opção consolidada que oferece o equilíbrio certo de privacidade, após alguns ajustes manuais, é claro.
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    </item>
    
    <item>
      <title>Voltando ao Micro.blog</title>
      <link>https://vercosa.org/2026/02/22/aps-uma-rpida-conversa-com.html</link>
      <pubDate>Sun, 22 Feb 2026 20:27:45 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://tiagolima.micro.blog/2026/02/22/aps-uma-rpida-conversa-com.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;Após uma rápida conversa com &lt;a href=&#34;https://mastodon.social/@leandromaciel&#34;&gt;Leandro Maciel&lt;/a&gt; no Mastodon, fiz a seguinte pergunta: Será que eu conseguiria personalizar o tema do meu blog hospedado no Micro.blog? A resposta curta é sim!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sentei-me em frente ao computador e comecei a arquitetar como o Hugo — motor responsável por gerar sites estáticos — renderiza o blog e como o tema é estruturado. Analisando o &lt;a href=&#34;https://github.com/jimmitchell/mnml&#34;&gt;repositório&lt;/a&gt; do tema, rapidamente consegui criar uma página inicial para o meu blog, com uma pequena apresentação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fiquei muito satisfeito com o resultado, o que abriu uma gama de possibilidades para personalização. Desse modo, volto a desenvolver e aprimorar meu blog no serviço Micro.blog, não perdendo as facilidades que o serviço proporciona.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A propósito, vale a pena conhecer o &lt;a href=&#34;https://leandromaciel.blog/&#34;&gt;blog do Leandro Maciel&lt;/a&gt;. Trata-se de um espaço pessoal e autoral, com excelente conteúdo. Já está no meu &lt;a href=&#34;https://vercosa.org/sobre/&#34;&gt;&lt;em&gt;blogroll&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
      <source:markdown>Após uma rápida conversa com [Leandro Maciel](https://mastodon.social/@leandromaciel) no Mastodon, fiz a seguinte pergunta: Será que eu conseguiria personalizar o tema do meu blog hospedado no Micro.blog? A resposta curta é sim!
&lt;!--more--&gt;
Sentei-me em frente ao computador e comecei a arquitetar como o Hugo — motor responsável por gerar sites estáticos — renderiza o blog e como o tema é estruturado. Analisando o [repositório](https://github.com/jimmitchell/mnml) do tema, rapidamente consegui criar uma página inicial para o meu blog, com uma pequena apresentação.

Fiquei muito satisfeito com o resultado, o que abriu uma gama de possibilidades para personalização. Desse modo, volto a desenvolver e aprimorar meu blog no serviço Micro.blog, não perdendo as facilidades que o serviço proporciona.

A propósito, vale a pena conhecer o [blog do Leandro Maciel](https://leandromaciel.blog/). Trata-se de um espaço pessoal e autoral, com excelente conteúdo. Já está no meu [_blogroll_](/sobre/).
</source:markdown>
    </item>
    
    <item>
      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/02/22/aps-anos-sem-mexer-tecnicamente.html</link>
      <pubDate>Sun, 22 Feb 2026 00:40:58 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://tiagolima.micro.blog/2026/02/22/aps-anos-sem-mexer-tecnicamente.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;Após anos sem mexer tecnicamente com o qtGrace — aplicação para criação de gráficos científicos em 2D —, consegui plotar alguns gráficos interessantes para a minha pesquisa. É como andar de bicicleta, foi só colocar a mão na massa que relembrei inúmeras funcionalidades e alguns truques para deixar os gráficos &amp;ldquo;perfeitos&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
</description>
      <source:markdown>Após anos sem mexer tecnicamente com o qtGrace — aplicação para criação de gráficos científicos em 2D —, consegui plotar alguns gráficos interessantes para a minha pesquisa. É como andar de bicicleta, foi só colocar a mão na massa que relembrei inúmeras funcionalidades e alguns truques para deixar os gráficos &#34;perfeitos&#34;.
</source:markdown>
    </item>
    
    <item>
      <title>IA pode aguçar a sua preguiça</title>
      <link>https://vercosa.org/2026/02/21/ia-pode-aguar-a-sua.html</link>
      <pubDate>Sat, 21 Feb 2026 13:18:58 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://tiagolima.micro.blog/2026/02/21/ia-pode-aguar-a-sua.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;Todos nós já estamos completamente envolvidos pela IA, desde as tarefas mais simples até as mais complexas. Eu, por exemplo, utilizo o Gemini e a Perplexity AI de várias maneiras no meu dia a dia, cada um com a sua especificidade e finalidade. No entanto, o medo constante de me achar cada vez mais dependente intelectualmente dessas ferramentas me assusta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa preocupação, ainda bem, não é só minha. Durante a sua participação na Cúpula de Impacto de IA, &lt;a href=&#34;https://embed.businessinsider.com/deepmind-ceo-demis-hassabis-ai-lazy-way-hurts-thinking-skills-2026-2&#34;&gt;o CEO da Google DeepMind&lt;/a&gt;, afirmou que o uso preguiçoso, ou seja, se utilizada como atalho, as ferramentas de IA podem comprometer o pensamento crítico. No entanto, se usada como ferramenta de aprendizado, a IA amplia suas capacidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vale ressaltar que o uso da inteligência artificial é uma questão de livre-arbítrio, podendo o usuário usá-la para seu crescimento intelectual ou apenas como uma muleta para agilizar seu trabalho tedioso. E, na minha opinião, as duas formas de utilizar a ferramenta são válidas, desde que sejam resguardadas as suas finalidades.&lt;/p&gt;
</description>
      <source:markdown>Todos nós já estamos completamente envolvidos pela IA, desde as tarefas mais simples até as mais complexas. Eu, por exemplo, utilizo o Gemini e a Perplexity AI de várias maneiras no meu dia a dia, cada um com a sua especificidade e finalidade. No entanto, o medo constante de me achar cada vez mais dependente intelectualmente dessas ferramentas me assusta.

Essa preocupação, ainda bem, não é só minha. Durante a sua participação na Cúpula de Impacto de IA, [o CEO da Google DeepMind](https://embed.businessinsider.com/deepmind-ceo-demis-hassabis-ai-lazy-way-hurts-thinking-skills-2026-2), afirmou que o uso preguiçoso, ou seja, se utilizada como atalho, as ferramentas de IA podem comprometer o pensamento crítico. No entanto, se usada como ferramenta de aprendizado, a IA amplia suas capacidades.

Vale ressaltar que o uso da inteligência artificial é uma questão de livre-arbítrio, podendo o usuário usá-la para seu crescimento intelectual ou apenas como uma muleta para agilizar seu trabalho tedioso. E, na minha opinião, as duas formas de utilizar a ferramenta são válidas, desde que sejam resguardadas as suas finalidades.
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    </item>
    
    <item>
      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/02/18/recentemente-adquiri-um-macbook-com.html</link>
      <pubDate>Wed, 18 Feb 2026 21:17:49 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://tiagolima.micro.blog/2026/02/18/recentemente-adquiri-um-macbook-com.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;Recentemente, adquiri um MacBook com o macOS 15 Sequoia. Anteriormente, utilizava o macOS 26 Tahoe e, ao fazer o “downgrade”, notei o quanto a versão anterior era mais esteticamente agradável, minimalista e bem acabada, com uma cara de que realmente é um sistema operacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O design do SO Tahoe é excessivamente arredondado, dando a impressão de que os designers da Apple estavam com preguiça. Achei o SO feio, desajeitado e meio infantil, como se tivesse sido criado por adolescentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu sei que precisarei atualizar em algum momento, mas não quero fazer por hora.&lt;/p&gt;
&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/ee62e4fe7d.jpg&#34;&gt;
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      <source:markdown>Recentemente, adquiri um MacBook com o macOS 15 Sequoia. Anteriormente, utilizava o macOS 26 Tahoe e, ao fazer o “downgrade”, notei o quanto a versão anterior era mais esteticamente agradável, minimalista e bem acabada, com uma cara de que realmente é um sistema operacional.

O design do SO Tahoe é excessivamente arredondado, dando a impressão de que os designers da Apple estavam com preguiça. Achei o SO feio, desajeitado e meio infantil, como se tivesse sido criado por adolescentes.

Eu sei que precisarei atualizar em algum momento, mas não quero fazer por hora.

&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/ee62e4fe7d.jpg&#34;&gt;
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    </item>
    
    <item>
      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/02/17/dando-uma-navegada-rpida-pelos.html</link>
      <pubDate>Tue, 17 Feb 2026 10:35:55 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://tiagolima.micro.blog/2026/02/17/dando-uma-navegada-rpida-pelos.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;Dando uma navegada rápida pelos meus arquivos, encontrei várias anotações dos mais variados temas &amp;ldquo;perdidas&amp;rdquo; pelos diretórios do notebook. Fiz uma lista mapeando onde estão todas essas anotações e as organizei por níveis de prioridade para começar a migração de todas elas para o meu cofre no Obsidian.&lt;/p&gt;
</description>
      <source:markdown>Dando uma navegada rápida pelos meus arquivos, encontrei várias anotações dos mais variados temas &#34;perdidas&#34; pelos diretórios do notebook. Fiz uma lista mapeando onde estão todas essas anotações e as organizei por níveis de prioridade para começar a migração de todas elas para o meu cofre no Obsidian.
</source:markdown>
    </item>
    
    <item>
      <title>Privacidade: Quem Realmente se Importa?</title>
      <link>https://vercosa.org/2026/02/16/privacidade-quem-realmente-se-importa.html</link>
      <pubDate>Mon, 16 Feb 2026 22:26:56 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://tiagolima.micro.blog/2026/02/16/privacidade-quem-realmente-se-importa.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;Recentemente, têm veiculado notícias de que o WhatsApp estaria “enganando” os usuários quanto à sua criptografia de ponta a ponta (E2EE). Uma ação coletiva no tribunal federal dos EUA alega que a promessa de criptografia é enganosa. A acusação surgiu a partir de relatos de que funcionários da Meta poderiam acessar mensagens por meio de sistemas internos; a empresa, no entanto, nega as acusações afirmando que “nem mesmo o WhatsApp” pode ler as mensagens do usuário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas quem, &lt;strong&gt;realmente&lt;/strong&gt;, se importa com a privacidade de suas mensagens?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Notícias como essa não são novidade nos últimos anos. Empresas como Google e Meta apresentam um modelo de negócios em que os dados de seus usuários são seus produtos. Essa coleta agressiva de dados, somada à tentativa de manter os usuários ligados nas telas praticamente 100% do tempo, levanta um questionamento muito pertinente na “era dos dados”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a ascensão de modelos de IA em todas as áreas, está cada vez mais difícil preservar sua privacidade na internet. Por exemplo, uma tendência que incentiva usuários de redes sociais a solicitar caricaturas próprias a esses modelos — incluindo nome e detalhes relacionados à profissão — representa um risco real, &lt;a href=&#34;https://www.theregister.com/2026/02/11/ai_caricatures_social_media_bad_security/&#34;&gt;alertam analistas de segurança&lt;/a&gt;. Isso pode abrir brechas que permitiriam a cibercriminosos usar ferramentas de inteligência para descobrir o e-mail, empregar ataques de phishing e até mesmo visualizar o histórico de &lt;em&gt;prompts&lt;/em&gt; caso obtivessem acesso ao login.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então surge novamente a pergunta. &lt;strong&gt;Quem, realmente, se importa com a privacidade de seus dados?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mesmo diante de todos esses relatos, como a tendência das caricaturas e o uso de mensageiros com políticas de privacidade duvidosas, a utilização dessas ferramentas no dia a dia continua em alta. Nas últimas semanas, o status do meu WhatsApp — sim, eu uso o WhatsApp, porque sem ele fico quase incomunicável — foi tomado por diversas dessas caricaturas. Não observo uma preocupação consistente da população em proteger a privacidade de seus dados nas grandes redes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenho a impressão de que, desde o início dos anos 2010, deixamos de ter uma vida verdadeiramente privada. Aparentemente, poucos se importam com isso, e a tendência é que a situação se agrave. Procuro fazer a minha parte: tento evitar serviços que exploram excessivamente meus dados e, sempre que possível, busco conscientizar as pessoas sobre os riscos de expor seus dados na rede mundial de computadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PS.: &lt;em&gt;procuro usar o &lt;a href=&#34;https://signal.org/&#34;&gt;Signal &lt;/a&gt;como meu mensageiro principal, mas, infelizmente, ainda dependo muito do WhatsApp, principalmente para trabalho.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>Recentemente, têm veiculado notícias de que o WhatsApp estaria “enganando” os usuários quanto à sua criptografia de ponta a ponta (E2EE). Uma ação coletiva no tribunal federal dos EUA alega que a promessa de criptografia é enganosa. A acusação surgiu a partir de relatos de que funcionários da Meta poderiam acessar mensagens por meio de sistemas internos; a empresa, no entanto, nega as acusações afirmando que “nem mesmo o WhatsApp” pode ler as mensagens do usuário.

Mas quem, **realmente**, se importa com a privacidade de suas mensagens?  

Notícias como essa não são novidade nos últimos anos. Empresas como Google e Meta apresentam um modelo de negócios em que os dados de seus usuários são seus produtos. Essa coleta agressiva de dados, somada à tentativa de manter os usuários ligados nas telas praticamente 100% do tempo, levanta um questionamento muito pertinente na “era dos dados”.

Com a ascensão de modelos de IA em todas as áreas, está cada vez mais difícil preservar sua privacidade na internet. Por exemplo, uma tendência que incentiva usuários de redes sociais a solicitar caricaturas próprias a esses modelos — incluindo nome e detalhes relacionados à profissão — representa um risco real, [alertam analistas de segurança](https://www.theregister.com/2026/02/11/ai_caricatures_social_media_bad_security/). Isso pode abrir brechas que permitiriam a cibercriminosos usar ferramentas de inteligência para descobrir o e-mail, empregar ataques de phishing e até mesmo visualizar o histórico de *prompts* caso obtivessem acesso ao login.

Então surge novamente a pergunta. **Quem, realmente, se importa com a privacidade de seus dados?**

Mesmo diante de todos esses relatos, como a tendência das caricaturas e o uso de mensageiros com políticas de privacidade duvidosas, a utilização dessas ferramentas no dia a dia continua em alta. Nas últimas semanas, o status do meu WhatsApp — sim, eu uso o WhatsApp, porque sem ele fico quase incomunicável — foi tomado por diversas dessas caricaturas. Não observo uma preocupação consistente da população em proteger a privacidade de seus dados nas grandes redes.

Tenho a impressão de que, desde o início dos anos 2010, deixamos de ter uma vida verdadeiramente privada. Aparentemente, poucos se importam com isso, e a tendência é que a situação se agrave. Procuro fazer a minha parte: tento evitar serviços que exploram excessivamente meus dados e, sempre que possível, busco conscientizar as pessoas sobre os riscos de expor seus dados na rede mundial de computadores.

PS.: _procuro usar o [Signal ](https://signal.org/)como meu mensageiro principal, mas, infelizmente, ainda dependo muito do WhatsApp, principalmente para trabalho._
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      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/02/16/uma-das-situaes-mais-desgastantes.html</link>
      <pubDate>Mon, 16 Feb 2026 15:51:59 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://tiagolima.micro.blog/2026/02/16/uma-das-situaes-mais-desgastantes.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;Uma das situações mais desgastantes ao trabalhar com código de terceiros é lidar com trechos extensos sem qualquer documentação ou comentários explicativos. Nesses casos, em vez de compreender diretamente a intenção do autor, é preciso inferir, por tentativa e erro, qual problema estava sendo resolvido. Ao reutilizá-lo para tratar outros problemas, perde-se tempo excessivo apenas na compreensão do código.&lt;/p&gt;
</description>
      <source:markdown>Uma das situações mais desgastantes ao trabalhar com código de terceiros é lidar com trechos extensos sem qualquer documentação ou comentários explicativos. Nesses casos, em vez de compreender diretamente a intenção do autor, é preciso inferir, por tentativa e erro, qual problema estava sendo resolvido. Ao reutilizá-lo para tratar outros problemas, perde-se tempo excessivo apenas na compreensão do código.
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    </item>
    
    <item>
      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/02/15/aproveitando-o-feriado-para-colocar.html</link>
      <pubDate>Sun, 15 Feb 2026 18:18:00 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;Aproveitando o feriado para colocar a atividade física em dia. Foi em um tempo significativamente menor que da outra vez. Seguimos no treino: 5,02 km 🏃🏽‍♂️💨&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/slice-1.jpg&#34;&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/slice-2.jpg&#34;&gt;&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>Aproveitando o feriado para colocar a atividade física em dia. Foi em um tempo significativamente menor que da outra vez. Seguimos no treino: 5,02 km 🏃🏽‍♂️💨

&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/slice-1.jpg&#34;&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/163319/2026/slice-2.jpg&#34;&gt;
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      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/02/15/a-versatilidade-de-construir-um.html</link>
      <pubDate>Sun, 15 Feb 2026 17:15:31 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://tiagolima.micro.blog/2026/02/15/a-versatilidade-de-construir-um.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;A versatilidade de construir um site estático com o Hugo é impressionante. Em questão de minutos, consegui adicionar um segundo idioma ao meu site. Agora, além do português do Brasil, ele também está disponível em inglês. Ainda preciso traduzir os posts antigos para o novo idioma, mas toda a estrutura e apresentação do site já se encontram disponíveis em inglês: &lt;a href=&#34;https://vercosa.org/en&#34;&gt;vercosa.org&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>A versatilidade de construir um site estático com o Hugo é impressionante. Em questão de minutos, consegui adicionar um segundo idioma ao meu site. Agora, além do português do Brasil, ele também está disponível em inglês. Ainda preciso traduzir os posts antigos para o novo idioma, mas toda a estrutura e apresentação do site já se encontram disponíveis em inglês: [vercosa.org](https://vercosa.org/en)
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      <title></title>
      <link>https://vercosa.org/2026/02/15/a-propsito-estou-aproveitando-uns.html</link>
      <pubDate>Sun, 15 Feb 2026 13:58:32 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://tiagolima.micro.blog/2026/02/15/a-propsito-estou-aproveitando-uns.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;A propósito, estou aproveitando uns dias de folga para atualizar meu site: &lt;a href=&#34;https://vercosa.org&#34;&gt;vercosa.org&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele agora inclui:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Todos os meus artigos publicados&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Publicações em blogs&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Slides/vídeos de minhas palestras públicas&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;E muito mais!&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Em breve, publicarei mais informações sobre algumas das novas adições.&lt;/p&gt;
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      <source:markdown>A propósito, estou aproveitando uns dias de folga para atualizar meu site: [vercosa.org](https://vercosa.org)

Ele agora inclui:
- Todos os meus artigos publicados
- Publicações em blogs
- Slides/vídeos de minhas palestras públicas
- E muito mais!

Em breve, publicarei mais informações sobre algumas das novas adições.
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